No domingo (21), manifestações ocorreram em todas as capitais do país contra projetos considerados “inconstitucionais” aprovados neste mês no Congresso Nacional: a PL da Anistia, que busca conceder perdão a manifestantes, financiadores e apoiadores dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, e a PEC da Blindagem, proposta que inviabiliza punições a parlamentares.

Em Palmas, a mobilização reuniu um número menor de participantes em comparação a outras capitais, mas contou com militantes, movimentos sociais e representantes de partidos de esquerda. O ato teve início no fim da tarde, na Feira do Bosque, onde os manifestantes caminharam pelo local entoando palavras de ordem como “Sem anistia”. Um trio elétrico foi utilizado para discursos e críticas direcionadas aos deputados federais do Tocantins que apoiaram os projetos.
O estado do Tocantins conta com oito deputados federais, e todos votaram favoravelmente à PEC da Blindagem e à PL da Anistia. Durante a manifestação, os nomes de Alexandre Guimarães (Republicanos), Carlos Gaguim (União Brasil), Eli Borges (PL), Filipe Martins (PL), Ricardo Ayres (Republicanos), Toinho Andrade (Republicanos), Tiago Dimas (Podemos) e Vicentinho Júnior (Progressistas) foram citados pelos manifestantes como “traidores” e “vendilhões do povo”.

Opinião dos populares
Durante o protesto, a reportagem conversou com participantes, feirantes e líderes locais que organizaram a manifestação. Entre as críticas mais frequentes, destacaram-se a preocupação com a impunidade de parlamentares e a rejeição ao perdão concedido a envolvidos nos atos de 8 de janeiro, reforçando o sentimento de que os projetos atentam contra a transparência e a responsabilidade política.
Opinião do autor
A mobilização em Palmas reflete a indignação de uma parcela “pequena” da sociedade que se posiciona contra a impunidade e a proteção a políticos que atentam contra a democracia. Mesmo com menor público que em outras capitais, o protesto deixou claro o repúdio popular à PEC da Blindagem e à PL da Anistia, demonstrando que cidadãos estão dispostos a ocupar espaços públicos para defender a justiça, a transparência e a responsabilidade de seus representantes eleitos.

É o nosso papel continuar vigiando e protestando contra todas as manobras que possam prejudicar a todos os Brasileiros, até mesmo os que se dizem favoráveis a tais. (Henrique Garcia e Igor Carneiro)


